Sermão do Pr. Edson Azevedo, baseado em Mateus 28:16-17, proferido do púlpito da Igreja Batista da Graça em Caruaru/PE, no culto solene da noite de domingo, Dia do Senhor, 28/09/2025
Reunidos pelo Cristo Ressuscitado
E, quando o viram, o adoraram; mas alguns duvidaram.”
Este texto nos convida a contemplar um momento decisivo na história do evangelho: o reencontro dos discípulos com Jesus após sua ressurreição. Não se trata apenas de uma reunião física, mas de uma convocação espiritual, poderosa e transformadora. Em apenas dois versículos, vemos o Cristo glorificado chamando seus seguidores para uma nova fase da missão — e vemos também que, mesmo diante da glória, os discípulos continuam humanos, frágeis, hesitantes.
Essa passagem nos revela duas verdades profundas: a força da convocação divina
e a realidade das nossas limitações. E, ao final, nos aponta para a esperança
que nasce da fidelidade de Cristo.
1. Os apóstolos atendem à convocação do Cristo ressuscitado
“Seguiram os onze discípulos para a Galileia” (v.16). Mesmo
após o trauma da crucificação, os discípulos respondem ao chamado. Jesus os
reúne, não como antes, mas agora como o Senhor ressuscitado. Ele os conduz ao
mesmo cenário da primeira convocação — a Galileia — para lhes entregar uma nova
missão. Eles seguem, não por força própria, mas porque o poder do Cristo
glorificado os reúne, os guia e os prepara para o envio. A fé ainda é frágil,
mas a obediência começa a se manifestar.
2. Os apóstolos mostram as mesmas fraquezas de outrora
“E, quando o viram, o adoraram; mas alguns duvidaram”
(v.17). Mesmo diante do Cristo ressuscitado, os discípulos não demonstram fé
plena. Alguns adoram, outros hesitam. Isso revela que a fé tem níveis, e que
mesmo os mais próximos de Jesus podem vacilar. Mas o mais impressionante é que
Jesus não os rejeita. Ele acolhe os adoradores e os duvidosos, os firmes e os
vacilantes. Todos são reunidos, restaurados e enviados. A missão não depende da
perfeição dos discípulos, mas da fidelidade do Senhor.
Conclusão
O Cristo ressuscitado continua reunindo seu povo hoje. Ele chama os fracos e
os fortes, os confiantes e os inseguros, para encontrá-lo, adorá-lo e segui-lo.
A cruz não foi o fim — foi o início de uma vitória eterna. Onde Cristo está, há
recomeço, há restauração, há envio. Ele reúne os dispersos, sustenta os fracos,
levanta os caídos e envia os crentes unidos ao mundo. Que esta Palavra lhe
assegure: Cristo ressuscitado lhe convocou, lhe reuniu e lhe envia, prometendo
estar com você “até à consumação dos séculos” (Mt.28:20). Quem
tem ouvidos para ouvir, ouça. Amém!
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