Sermão do Pr. Edson Azevedo, baseado em 1 Coríntios 4:14-21, proferido do púlpito da Igreja Batista da Graça em Caruaru/PE, no culto solene da noite de domingo, Dia do Senhor, 25/01/2026.
Como a paternidade de Cristo se expressa na vida da igreja
Cristo é Pai presente, que ama seus filhos demais para deixá-los no erro e é Santo demais para tolerar a rebeldia indefinidamente. Paulo lembra aos coríntios que suas repreensões não eram para envergonhar, mas para advertir como filhos amados. Ele os havia gerado em Cristo pelo evangelho e, como pai espiritual, corrigia-os visando restauração.
Mas ser filho não é apenas ouvir; é imitar. Paulo podia dizer: “Sede
meus imitadores, como também eu sou de Cristo” (1Co.11:1). Por isso
enviou Timóteo, para reforçar que sua vida era coerente com o ensino em todas
as igrejas. O filho obediente segue o exemplo do Pai, e a verdadeira fé se
mostra em prática e submissão.
Havia, porém, uma ala rebelde, soberba, que desprezava a presença de Paulo.
Ele responde que viria e não avaliaria palavras, mas o poder transformador da
vida, pois “o reino de Deus não consiste em palavra, mas em poder”
(1Co.4:20). A disciplina é prova de cuidado paternal, e a igreja deveria
decidir se queria recebê-lo com vara ou com amor e mansidão.
Assim, bem-aventurada é a igreja que recebe a exortação com humildade, imita
o exemplo com alegria e aceita a disciplina como cuidado. Onde Cristo é
reconhecido como Pai, há correção, santidade e transformação. Amém!
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