Sermão do Pr. Edson Azevedo, baseado em 1 Coríntios 4:6-13, proferido do púlpito da Igreja Batista da Graça em Caruaru/PE, no culto solene da noite de domingo, Dia do Senhor, 18/01/2026.
Como Avaliar Adequadamente os Ministros de Cristo (2ª Parte)
A igreja de Corinto avaliava seus ministros com critérios de glória humana, como se fossem filósofos gregos. Paulo, porém, ensina que o ministério não deve ser medido por carisma ou prestígio, mas pela fidelidade à Escritura. No presente, o ministério não é marcado pela glória, mas pela cruz.
1. Os ministros não têm glória no presente (vv.6-8)
Avaliar o ministério pela glória humana é ultrapassar o que está escrito.
Tudo o que temos vem de Deus, e gloriar-se como se fosse mérito próprio é
soberba. Além disso, buscar glória agora é antecipar indevidamente o fim, como
se já estivéssemos reinando com Cristo. A glória virá, mas apenas no último
dia.
2. Os ministros, no presente, só têm a cruz (vv.9-13)
A cruz impõe aos ministros o último lugar, como condenados à morte, expostos
ao desprezo. Impõe também uma inversão de valores: considerados loucos, fracos
e lixo do mundo, quando na verdade anunciam a vida eterna. Além disso, o
ministério é marcado por privações materiais e por uma reação paradoxal:
injuriados, bendizem; perseguidos, suportam; caluniados, procuram conciliação.
Conclusão
O problema de Corinto não era de métodos, mas teológico: queriam ministros gloriosos antes do tempo. Paulo ensina que a glória do ministério pertence ao futuro; agora, o que marca o ministério fiel é a cruz. Portanto, avaliar adequadamente os ministros de Cristo não é perguntar quem é o mais eloquente ou celebrado, mas quem é o mais fiel à cruz de Cristo. Amém.
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