quinta-feira, 23 de julho de 2026

O que Deus exige e o que não exige na conversão - 29/03/2026

     Sermão do Pr. Edson Azevedo, baseado em 1 Coríntios 7:17-24, proferido do púlpito da Igreja Batista da Graça em Caruaru/PE, no culto solene do domingo, Dia do Senhor, 29/03/2026.

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     O apóstolo Paulo, em 1 Coríntios 7.17-24, nos lembra que a conversão não é uma exigência de mudança externa imediata, mas um chamado para viver em fidelidade a Cristo dentro da realidade em que fomos alcançados. Deus nos chama onde estamos e nos transforma de dentro para fora.

     Portanto, permaneça no chamado. A vida cristã começa com contentamento: servir a Deus na condição em que fomos chamados, seja no trabalho, na família ou na sociedade. Escravos ou livres, todos são iguais diante de Cristo. A liberdade que Ele dá não depende da posição social, mas da nova identidade em Seu Reino. O que Deus exige é santidade e fidelidade. O que Ele não exige é que mudemos de status social ou cultural para sermos aceitos.

     A conversão é obra da graça. Deus não nos pede que sejamos “alguém diferente” para sermos salvos, mas que vivamos como discípulos autênticos onde estamos. Assim, nossa vida cotidiana se torna palco do testemunho cristão, mostrando que Cristo transforma primeiro o coração e, a partir dele, todas as circunstâncias.

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quarta-feira, 22 de julho de 2026

Como o Cristão Deve Viver no Casamento - 22/03/2026

     Sermão do Pr. Edson Azevêdo, baseado em 1 Coríntios 7:10-16, proferido do púlpito da Igreja Batista da Graça em Caruaru/PE, no culto solene do domingo, Dia do Senhor, 22/03/2026.

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Como o Cristão Deve Viver no Casamento
     O casamento é uma dádiva de Deus, uma aliança sagrada firmada diante d’Ele. Não é um contrato humano sujeito a convenções sociais, mas um compromisso espiritual que reflete a união entre Cristo e a Igreja. Em meio às crises e desafios da vida conjugal, a Palavra nos chama a olhar para Cristo como fundamento sólido, lembrando que somente n’Ele encontramos força para permanecer fiéis.

1. O casamento entre dois cristãos

     Quando ambos os cônjuges são crentes, Paulo ensina que o casamento é indissolúvel. Nenhuma dificuldade — seja financeira, emocional ou espiritual — justifica a ruptura. Se houver separação por rebeldia ou violência, o crente deve permanecer só ou buscar reconciliação. O matrimônio cristão não se sustenta em sentimentos passageiros, mas na submissão à autoridade de Cristo e na obediência à Sua Palavra.

2. O casamento misto (crente + descrente)
     Nos casos em que apenas um dos cônjuges é convertido, o chamado do crente é permanecer e testemunhar Cristo dentro do lar. O cônjuge descrente é “santificado” pela convivência com o crente, recebendo influência espiritual positiva, e os filhos também são beneficiados pelo testemunho cristão. Contudo, se o descrente decidir se separar, o crente não deve insistir: “se o descrente quiser apartar-se, que se aparte”. Deus nos chama à paz, e não à servidão.

Conclusão
     O casamento revela nossa disposição de obedecer a Cristo. Entre dois crentes, não há espaço para o divórcio, senão pela morte. Em casamentos mistos, o propósito do crente é permanecer e testemunhar, mas se o descrente não quiser continuar, que vá. Em todos os casos, o chamado é ao arrependimento, à reconciliação e ao perdão.
     Com Cristo como fundamento, qualquer casamento pode se sustentar. Sem Ele, nada permanece de pé. Que nossas famílias sejam reflexo da obediência ao Senhor e testemunho vivo da Sua graça.

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A Sexualidade Segundo Deus - 15/03/2026

     Sermão do Pr. Edson Azevedo, baseado em 1 Coríntios 7:1-9, proferido do púlpito da Igreja Batista da Graça em Caruaru/PE, no culto solene do domingo, Dia do Senhor, 15/03/2026.

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A Sexualidade Segundo Deus
     A igreja de Corinto enfrentava confusão sobre a sexualidade. Alguns defendiam a libertinagem, dizendo que “o corpo foi feito para o prazer”. Outros, em reação, afirmavam que o sexo era incompatível com a santidade, até mesmo dentro do casamento.
     O apóstolo Paulo responde mostrando que nenhum desses extremos corresponde ao ensino de Deus.
1. A vida sexual não é incompatível com a fé (vv.1-6)
     · O casamento é o lugar legítimo para a vida sexual.
     · O marido deve ter a sua própria esposa, e a esposa o seu próprio marido (1Co.7:2).
     · O leito conjugal deve ser puro (Hb.13:4), livre das práticas impuras do mundo.
     · A abstinência só pode ocorrer por mútuo consentimento, por um tempo, e para dedicação à oração (1Co.7:5).
2. O casamento é a provisão de Deus para quem não tem o dom do celibato (vv.7-9)
     · O celibato é um dom concedido por Deus, não uma escolha humana (1Co.7:7, Mt.19:11).
     · Quem não recebeu esse dom deve se casar, pois “é melhor casar do que viver abrasado” (1Co.7:9).
     · Solteiros e viúvos podem se casar, desde que seja “no Senhor” (1Co.7:39).
Conclusão
     A sexualidade segundo Deus não é marcada pela permissividade do mundo, nem pelo radicalismo religioso. Ela é santificada pela Palavra:
     · No casamento, a vida sexual é bênção e ordem divina.
     · Para quem não tem o dom do celibato, o casamento é a provisão de Deus.
     Seja na solteirice concedida por Deus ou no casamento instituído por Ele, o cristão deve viver sua vida afetiva e sexual para a glória de Cristo.
     Amém.

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Como Glorificar a Deus Com o Nosso Corpo - 08/03/2026

     Sermão do Pr. Edson Azevedo, baseado em 1 Coríntios 6:12-20, proferido do púlpito da Igreja Batista da Graça em Caruaru/PE, no culto solene da noite de domingo, Dia do Senhor, 08/03/2026.

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Como Glorificar a Deus com o Nosso Corpo

     A cidade de Corinto era marcada pela riqueza e pela imoralidade, e muitos cristãos ainda repetiam slogans como “tudo me é lícito”, confundindo liberdade com libertinagem. Paulo responde que o corpo não é irrelevante, mas pertence ao Senhor e deve glorificá-Lo. Glorificamos a Deus com o nosso corpo de três maneiras:

1. Submetendo nossa liberdade ao senhorio de Cristo (v.12-14). Nem tudo que é lícito convém. A verdadeira liberdade não é autonomia para fazer o que queremos, mas obediência a Cristo. Se algo nos domina, já não é liberdade, mas escravidão.

2. Considerando nossa união com Cristo (v.15-17). O corpo do cristão é membro de Cristo. Unir-se a uma prostituta é unir Cristo à impureza, um absurdo espiritual. Quem está unido a Cristo deve viver em santidade, lembrando sempre: “Meu corpo pertence ao Senhor.”

3. Honrando a Deus com o templo caríssimo (v.18-20). O corpo é templo do Espírito Santo, comprado por Cristo a preço de sangue. Por isso, devemos fugir da impureza e zelar pelo corpo como morada de Deus, mantendo pensamentos, palavras e hábitos santos.

     Se Corinto dizia que tudo era lícito, Paulo responde: “O corpo é do Senhor.” Se a cultura dizia que o prazer do corpo é soberano, a cruz responde: “Soberano é Cristo.” A pergunta não é: “Até onde posso ir?”, mas: “Estou glorificando a Deus com o meu corpo?”

     Cristo comprou sua alma e seu corpo, fez morada em você e o ressuscitará no último dia. Portanto, use hoje o seu corpo para a glória de Deus, sabendo que ele já pertence a Cristo e será glorificado na eternidade. Amém!

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Quando o Juiz das Causas Eternas Fracassa nas Causas Temporais - 01/03/2026

     Sermão do Pr. Edson Azevedo, baseado em 1 Coríntios 6:1-11, proferido do púlpito da Igreja Batista da Graça em Caruaru/PE, no culto solene da noite de domingo, Dia do Senhor, 01/03/2026.

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Quando o juiz de causas eternas fracassa nas causas temporais

     A igreja de Corinto, tão orgulhosa de seus dons e de sua sabedoria, tropeçava nas questões mais simples da vida comunitária. Em vez de resolver internamente seus conflitos, irmãos levavam irmãos aos tribunais seculares, escandalizando o evangelho. Paulo lembra que isso é incoerente: se a igreja julgará homens e anjos no último dia, como pode ser incapaz de julgar causas mínimas hoje?

     O apóstolo também chama a igreja a recordar sua identidade. Os injustos não herdarão o Reino de Deus, mas os crentes foram lavados, santificados e justificados em Cristo. Portanto, não podem agir como o mundo, nem recorrer ao mundo para resolver suas pendências. A maior vitória da igreja não é ganhar uma causa, mas preservar o testemunho do evangelho.

     Se fomos feitos justos, não vivamos como injustos. Se herdaremos o Reino, não nos comportemos como quem pertence a este mundo. Se julgaremos homens e anjos, aprendamos a resolver, com humildade e graça, as causas temporais.

     Porque a verdadeira vitória da igreja está em viver à altura da sua vocação eterna.

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