Sermão do Pr. Edson Azevedo, baseado em 1Coríntios 5:6-8, proferido do púlpito da Igreja Batista da Graça em Caruaru/PE, no culto solene da noite de domingo, Dia do Senhor, 08/02/2026.
As transformações operadas na igreja por Cristo crucificado
O apóstolo Paulo lembra que “Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado” (v.7). A cruz não é apenas o centro da mensagem, mas a razão da vida da igreja. Por meio dela, o pecado é desmascarado, a santidade é fundamentada e a vida cristã se torna uma celebração permanente.
Primeiro, Cristo exige a remoção do pecado que contamina a igreja. O orgulho
e o pecado tolerado não são neutros, mas nocivos, e como o fermento,
inevitavelmente se espalham. A cruz não permite indiferença moral: o pecado
precisa ser tratado e removido.
Segundo, Cristo exige ações pela santidade. “Lançai fora o velho fermento”
(v.7) é a ordem que aponta para a disciplina como instrumento de
purificação. A morte de Cristo não apenas nos perdoa, mas nos santifica, e a
igreja que não trata o pecado nega o propósito da cruz.
Terceiro, Cristo exige uma celebração permanente de santidade. “Celebremos a
festa... com os asmos da sinceridade e da verdade” (v.8). A vida
cristã é uma festa contínua, marcada pela sinceridade e pela verdade. O mundo
celebra o pecado; a igreja celebra a santidade, vivendo em alegria verdadeira.
Assim como as famílias judaicas limpavam suas casas de todo fermento antes
da Páscoa, a igreja deve remover o pecado antes de celebrar a cruz. Não se
festeja a redenção tolerando aquilo que motivou a morte de Cristo. Mas quando o
velho fermento é lançado fora, a igreja descobre o que é festa de verdade: a
cruz nos limpa para que a celebração seja santa e nos santifica para que a
alegria seja duradoura.
A cruz é o tratamento radical de Deus: dói, mas salva; confronta,
mas cura; disciplina, mas devolve a alegria. Amém.
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