domingo, 28 de junho de 2026

A Sublimidade da Chamada Cristã - 12/10/2025

     Sermão do Pr. Edson Azevedo, baseado em 1 Coríntios 1:1-9, proferido do púlpito da Igreja Batista da Graça em Caruaru/PE, no culto solene da noite de domingo, Dia do Senhor, 12/10/2025.

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A Sublimidade da Chamada Cristã

     Ser cristão não é apenas uma decisão pessoal — é uma convocação divina. Paulo inicia sua carta aos coríntios lembrando que a vida cristã começa com uma chamada que vem do céu, rica em graça e sustentada até o fim. Essa chamada é sublime por três razões:

     1. Deus nos chama de modo soberano Paulo foi chamado para ser apóstolo “pela vontade de Deus” (v.1), e os crentes de Corinto foram “chamados para ser santos” (v.2). Ninguém entra no Reino por mérito próprio, mas porque Deus, em sua soberania, nos tira das trevas e nos conduz à luz.

     2. Deus nos enriquece em Cristo A graça e a paz que vêm do céu são nossas riquezas espirituais (v.3). Além disso, Deus concede dons à igreja para sua edificação — “em tudo fostes enriquecidos nele” (v.5). Cada dom é uma ferramenta para servir, ensinar, consolar e fortalecer o Corpo de Cristo.

     3. Deus nos sustenta até o fim Cristo não apenas nos chama — Ele nos confirma até o dia final (v.8), quando seremos apresentados irrepreensíveis. E essa jornada é vivida em comunhão com Ele, pois “fiel é Deus, pelo qual fostes chamados à comunhão de seu Filho” (v.9).

     Conclusão A chamada cristã é sublime porque vem do céu, nos enriquece com tudo o que precisamos e nos sustenta até a eternidade. Que vivamos à altura dessa vocação, com reverência, gratidão e compromisso. E se alguém ainda não ouviu essa chamada, que clame ao Senhor — pois Ele continua chamando: “Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.”

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O Cristo Soberano e a Evangelização - 05/10/2025

     Sermão do Pr. Edson Azevedo, baseado em Mateus 28:18-20, proferido do púlpito da Igreja Batista da Graça em Caruaru/PE, no culto solene da noite de domingo, Dia do Senhor, 05/10/2025

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O Cristo Soberano e a Evangelização

     A evangelização é a missão suprema da igreja, confiada por Cristo ressuscitado. Ele nos envia com autoridade, nos orienta com clareza e nos acompanha com fidelidade.

1.     A base da evangelização é a plena autoridade de Cristo. Após sua ressurreição, Jesus declarou: “Toda autoridade me foi dada no céu e na terra.” (Mt.28:18) Ele governa sobre tudo e todos, e é com esse poder que nos envia ao mundo.

2.     A ordem da evangelização é fazer discípulos. “Portanto, ide e fazei discípulos de todas as nações...” (Mt.28:19) Evangelizamos em meio às trevas, como luzes que brilham no terreno do inimigo. A missão envolve três tarefas: pregar para gerar novos discípulos, batizá-los em nome da Trindade, e ensiná-los a obedecer tudo o que Cristo ordenou.

3.     A fiscalização da evangelização é feita pela presença constante de Cristo. “E eis que estou convosco todos os dias, até à consumação do século.” (Mt.28:20) Ele está perto para nos ajudar nas dificuldades e para nos corrigir nas negligências. A missão é árdua, mas nunca solitária.

     Evangelizar é obedecer, caminhar com Cristo e proclamar a verdade com coragem. Que cada membro da igreja examine sua fidelidade à missão e se comprometa com ela até a volta do Senhor. Amém!

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Reunidos Pelo Cristo Crucificado - 28/09/2025.

     Sermão do Pr. Edson Azevedo, baseado em Mateus 28:16-17, proferido do púlpito da Igreja Batista da Graça em Caruaru/PE, no culto solene da noite de domingo, Dia do Senhor, 28/09/2025

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Reunidos pelo Cristo Ressuscitado

“E os onze discípulos partiram para a Galileia, para o monte que Jesus lhes designara.
E, quando o viram, o adoraram; mas alguns duvidaram.”
(Mateus 28:1-10)

     Este texto nos convida a contemplar um momento decisivo na história do evangelho: o reencontro dos discípulos com Jesus após sua ressurreição. Não se trata apenas de uma reunião física, mas de uma convocação espiritual, poderosa e transformadora. Em apenas dois versículos, vemos o Cristo glorificado chamando seus seguidores para uma nova fase da missão — e vemos também que, mesmo diante da glória, os discípulos continuam humanos, frágeis, hesitantes.

     Essa passagem nos revela duas verdades profundas: a força da convocação divina e a realidade das nossas limitações. E, ao final, nos aponta para a esperança que nasce da fidelidade de Cristo.

1. Os apóstolos atendem à convocação do Cristo ressuscitado

     “Seguiram os onze discípulos para a Galileia” (v.16). Mesmo após o trauma da crucificação, os discípulos respondem ao chamado. Jesus os reúne, não como antes, mas agora como o Senhor ressuscitado. Ele os conduz ao mesmo cenário da primeira convocação — a Galileia — para lhes entregar uma nova missão. Eles seguem, não por força própria, mas porque o poder do Cristo glorificado os reúne, os guia e os prepara para o envio. A fé ainda é frágil, mas a obediência começa a se manifestar.

2. Os apóstolos mostram as mesmas fraquezas de outrora

     “E, quando o viram, o adoraram; mas alguns duvidaram” (v.17). Mesmo diante do Cristo ressuscitado, os discípulos não demonstram fé plena. Alguns adoram, outros hesitam. Isso revela que a fé tem níveis, e que mesmo os mais próximos de Jesus podem vacilar. Mas o mais impressionante é que Jesus não os rejeita. Ele acolhe os adoradores e os duvidosos, os firmes e os vacilantes. Todos são reunidos, restaurados e enviados. A missão não depende da perfeição dos discípulos, mas da fidelidade do Senhor.

Conclusão

     O Cristo ressuscitado continua reunindo seu povo hoje. Ele chama os fracos e os fortes, os confiantes e os inseguros, para encontrá-lo, adorá-lo e segui-lo. A cruz não foi o fim — foi o início de uma vitória eterna. Onde Cristo está, há recomeço, há restauração, há envio. Ele reúne os dispersos, sustenta os fracos, levanta os caídos e envia os crentes unidos ao mundo. Que esta Palavra lhe assegure: Cristo ressuscitado lhe convocou, lhe reuniu e lhe envia, prometendo estar com você “até à consumação dos séculos” (Mt.28:20). Quem tem ouvidos para ouvir, ouça. Amém!

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A Assombrosa Intimidade dos Homens com a Mentira - 21/09/2025

     Sermão do Pr. Edson Azevedo, baseado em Mateus 28:11-15, proferido do púlpito da Igreja Batista da Graça em Caruaru/PE, no culto solene da noite de domingo, Dia do Senhor, 21/09/2025.

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A Assombrosa Intimidade dos Homens com a Mentira

     Este sermão revela como a mentira encontrou abrigo nos corações humanos diante do maior evento da história: a ressurreição de Jesus Cristo. A partir do relato de Mateus 28.11–15, vemos como diferentes grupos — soldados, religiosos, governantes e o povo — tiveram contato direto com a verdade, mas preferiram a mentira.

     A narrativa mostra que:
   · Os soldados viram tudo com seus próprios olhos, mas aceitaram dinheiro para mentir.
   · Os religiosos ouviram a verdade e, mesmo assim, financiaram a mentira.
   · Os governantes, diante da verdade encarnada, a rejeitaram por conveniência política.
   · E o povo, que ouviu a verdade da boca do próprio Cristo, escolheu crer na falsidade.

     Cada grupo revela uma faceta da intimidade humana com a mentira: cumplicidade, financiamento, acolhimento e amor por ela. E o texto conclui com um chamado direto: em que você crê — na verdade que salva ou na mentira que condena?

   Este capítulo está dividido em cinco partes:
    1. Abertura – Uma ilustração impactante sobre como a mentira pode destruir uma nação.
    2. Contexto bíblico – O cenário da ressurreição e o início da conspiração.
    3. Quatro exposições temáticas:
     · Dos militares – cúmplices da mentira
     · Dos religiosos – financiadores da mentira
     · Dos governantes – acolhedores da mentira
     · Do povo – amantes da mentira
   4. Conclusão – Um apelo à verdade e à fé no Cristo ressuscitado.
   5. Reflexão final – A verdade sempre chega para colocar tudo em ordem.

     Mergulhe neste texto e reflita sobre como a mentira ainda domina corações, e como a verdade — Cristo — é a única esperança para a humanidade. Que sua vida seja um testemunho da verdade que venceu a morte.

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A Ressurreição - A Vitória Máxima de Jesus Cristo - 14/09/2025

Sermão do Pr. Edson Azevedo, baseado em Mateus 28:1-10, proferido do púlpito da Igreja Batista da Graça em Caruaru/PE, no culto solene da noite de domingo, Dia do Senhor, 14/09/2025.

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A Ressurreição – A Vitória Máxima de Jesus Cristo!

     A manhã do primeiro dia da semana revelou o maior acontecimento da história: Jesus Cristo ressuscitou! O túmulo vazio ecoa a vitória definitiva sobre a morte. Deus mostrou que Cristo é Senhor sobre todas as coisas, e essa verdade se desdobra em três grandes lições:

1. Escondida dos ímpios (v.1-4)

     As mulheres foram ao sepulcro ao amanhecer, enquanto os soldados romanos guardavam o local. Um anjo desceu do céu com poder, removendo a pedra e provocando um terremoto. Os guardas, tomados de pavor, ficaram como mortos. Mas Jesus não se revelou a eles — a ressurreição foi ocultada dos ímpios. O túmulo estava vazio, e o selo imperial rompido, mas nenhum inimigo viu o Cristo vivo.

2. Anunciada às mulheres (v.5-7)

     O anjo falou diretamente às Marias, dizendo: “Não temais; porque sei que buscais Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui; ressuscitou, como tinha dito.” Elas foram convidadas a ver o túmulo vazio e receberam a missão de anunciar aos discípulos. A ressurreição foi silenciosa, mas real. Jesus já havia saído do túmulo, com um corpo glorificado, incorruptível e espiritual — como ensina 1 Coríntios 15.

3. Mostrada somente aos crentes (v.8-10)

     As mulheres correram para anunciar a boa nova, tomadas de medo e grande alegria. No caminho, Jesus as encontrou e disse: “Salve!” Elas se prostraram, tocaram seus pés e o adoraram. Jesus reafirmou: “Não temais! Ide avisar a meus irmãos que se dirijam à Galileia e lá me verão.” A revelação do Cristo ressuscitado foi dada apenas aos crentes. A graça os alcança, mesmo após falhas, e os chama de “irmãos”.

Conclusão

     O túmulo vazio prova que a morte foi vencida. Os ímpios não viram Jesus ressuscitado, mas os crentes, como as Marias, foram honrados com essa revelação. Hoje, Cristo continua sendo revelado ao mundo por meio da vida dos cristãos — seu testemunho, obediência e amor. A ressurreição é uma realidade viva que transforma. Como Paulo declarou: “A este Jesus, Deus ressuscitou, do que todos nós somos testemunhas” (At.2:32) e “Se com a tua boca confessares... e em teu coração creres que Deus o ressuscitou... serás salvo” (Rm.10:9). Vivamos com fé, coragem e alegria, proclamando: Ele vive!

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O Plano Para Tentar Impedir Jesus de Ressuscitar - 07/09/2025

     Sermão do Pr. Edson Azevedo, baseado em Mateus 27:62-66, proferido do púlpito da Igreja Batista da Graça em Caruaru/PE, no domingo, dia do Senhor, 07/09/2025.

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O Plano Para Tentar Impedir Jesus de Ressuscitar

     O coração humano pode tentar erguer muros contra a vontade de Deus, mas nenhum selo, nenhuma guarda, nenhum plano humano é capaz de deter o poder do Senhor. Assim foi com Jesus: morto, sepultado, mas ainda temido pelos que não criam em sua promessa.

     Os líderes religiosos, movidos pelo medo, quebraram o sábado e blasfemaram contra Cristo, chamando-o de enganador. Em seguida, recorreram a medidas frágeis: soldados romanos diante do túmulo e o selo imperial sobre a pedra. Mas como deter o sopro da vida com cordas? Como impedir a luz da ressurreição com símbolos humanos? Essas tentativas revelam a loucura de quem resiste ao plano divino. A Palavra de Deus é viva, e seu poder não pode ser aprisionado.

     Ao terceiro dia, o túmulo estava vazio. Cristo venceu a morte e revelou que nenhum esforço humano pode frustrar os desígnios do Pai. A ressurreição é a vitória irrefreável que nos garante esperança e vida eterna. Assim, não lutemos contra Deus, mas rendamo-nos ao Cristo ressuscitado. Nele está nossa paz, nossa vitória e nossa vida para sempre. Ele vive — e porque vive, também viveremos.

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sábado, 27 de junho de 2026

As Marcas de um Falso Pastor - 31/08/2025

     Sermão do Pr. Edson Azevedo, baseado em Ezequiel 34:1-6, proferido d púlpito da Igreja Batista Reformada em Belém do Pará, no domingo, dia do Senhor, 31/08/2026

As Marcas de um Falso Pastor
Ezequiel 34:1-6
Pr. Edson Azevedo

A igreja do Senhor é formada por oficiais e membros. Entre os oficiais, a figura do pastor ocupa lugar central, pois é ele quem conduz o rebanho pela Escritura, levando-o aos pastos verdejantes e às águas tranquilas.

Entretanto, quando o pastor falha em sua missão, o desastre é imenso. A igreja se torna vulnerável, abrindo suas portas para o mundanismo que a corrompe. Por isso, Deus faz contínuos e veementes alertas aos pastores, para que sejam fiéis. Um pastor corrupto é a pior praga para a igreja, pois o rebanho o vê como representante de Cristo. Sua queda significa a queda do rebanho.

O profeta Ezequiel, já no cativeiro da Babilônia, denunciou a infidelidade dos pastores como causa da destruição de Israel. O texto de Ezequiel 34:1-6 é contundente: “Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não devem os pastores apascentar as ovelhas?” (v.2). Esse alerta não se restringe ao passado. Ele ecoa para todos os tempos, inclusive o nosso.

1) O Seu Egoísmo (v.1-3)

A primeira marca do falso pastor é o egoísmo. Ele se apascenta a si mesmo, esquecendo-se do rebanho. O texto denuncia: “Comeis a gordura, vestis-vos da lã, e degolais o cevado; mas não apascentais as ovelhas”.

Em vez de servir às ovelhas, ele se serve delas. Usa o rebanho como escada para alcançar poder, status e glória pessoal. Enquanto o pastor fiel dá muito às ovelhas — pregando, ensinando, visitando, consolando — o falso pastor nada oferece, apenas suga e consome.

2) A Sua Negligência (v.4)

A segunda marca é a negligência. O versículo quatro revela: “A fraca não fortalecestes, a doente não curastes, a quebrada não ligastes, a desgarrada não tornastes a trazer, e a perdida não buscastes; mas dominais sobre elas com rigor e dureza”.

Ele não fortalece os fracos, não cura os doentes, não enfaixa os feridos, não busca os desgarrados. O que deveria fazer, não faz. Mas o que não deveria, faz: domina com rigor e dureza. O Supremo Pastor proibiu esse tipo de domínio, como está escrito: “Pastoreai o rebanho de Deus... nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho” (1Pe.5:2-3). A omissão é violência. O pastor que não serve, mata pela negligência.

3) O Resultado do Seu Ministério (v.5-6)

O ministério do falso pastor produz ruína. O versículo cinco descreve: “Assim se espalharam, por não haver pastor, e tornaram-se pasto a todos os animais do campo” (v.5).

  • As ovelhas se espalharam, indo para o cativeiro, sem culto, sem altar, sem confissão de pecados.
  • Tornaram-se pasto das feras, exploradas e violentadas pelo inimigo.

O versículo seis acrescenta: “As minhas ovelhas andaram desgarradas por todos os montes e por todo alto outeiro... espalharam-se por toda a face da terra, sem haver quem as procurasse, nem quem as buscasse” (v.6).

  • Andaram desgarradas nos montes, adorando falsos deuses.
  • Espalharam-se pela terra inimiga, sujeitas a costumes ímpios.

O ministério do falso pastor não conta com a bênção de Deus. Seu rebanho se dispersa, tornando-se como bodes, sem quem os busque.

Conclusão

Quando os pastores falham, o povo sofre. A igreja que tem um falso pastor caminha para trás. Ele não ensina, não prega, não edifica. Estabelece cultos cheios de invenções e espetáculos, enganando o povo.

A Palavra nos traz uma exortação tríplice:

  • Aos pastores: Deus nos chama para servir, não para sermos servidos. O verdadeiro pastor dá a vida pelas ovelhas. Examine-se cada pastor diante de Deus: tem amado o rebanho? Tem cuidado dos fracos, buscado os desgarrados, enfaixado os feridos?
  • À igreja: Ovelhas do Senhor, não sigam qualquer voz. Jesus disse: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz e me seguem” (Jo.10:27). O verdadeiro pastor é identificado pela fidelidade à Palavra e pelo amor às ovelhas, não pela fama ou aparência.
  • A todos nós: A Escritura aponta para a esperança do verdadeiro Pastor. Pedro o chama de Sumo Pastor, e Ele mesmo disse: “Eu sou o bom pastor” (Jo.10:11). Jesus Cristo é o único que ama plenamente, que busca a perdida, que cura a ferida, que fortalece a fraca e conduz às águas da vida.

Pastor, cuide do rebanho de Deus com amor e temor. Fortaleça a fraca, cure a doente, ligue a quebrada, traga a desgarrada e busque a perdida. Assim, as ovelhas nunca se espalharão, mas estarão ao seu redor, alimentando-se dos pastos verdejantes e bebendo das límpidas águas da Escritura.

E quando chegar o dia de prestar contas ao Sumo Pastor, Ele lhe dirá: “Muito bem, servo bom e fiel” (Mateus 25:21). Essa será a recompensa pelo árduo trabalho em favor das amadas ovelhas de Cristo. Amém.

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quarta-feira, 8 de outubro de 2025

A Tríplice Reação de Pessoas Diante da Morte de Jesus - 24/08/2025

Três Reações Diante do Cristo Morto (Mt.27:57-61)

    A morte de Jesus não foi apenas um evento histórico — foi um momento de revelação. Diante do corpo crucificado do Salvador, cada pessoa teve que decidir como reagir. Mateus 27.57–61 nos apresenta três figuras que, com suas atitudes, revelam o coração humano diante da cruz.

    1. José de Arimateia — Fé que floresce na escuridão. Um discípulo silencioso que, no momento mais sombrio, se levanta com coragem. José oferece o melhor que tem: seu túmulo, seu tempo, sua honra. A dor não o paralisou — ela o despertou.

    2. Pilatos — Empatia que não salva. Pilatos reconhece a inocência de Jesus, tenta defendê-lo, mas não se compromete. Sua simpatia é superficial. Ele lava as mãos, mas não limpa o coração. Estar perto da verdade sem abraçá-la é uma tragédia espiritual.

    3. As Marias — Amor que permanece até o fim. Duas mulheres simples, sentadas diante do túmulo, firmes, visíveis, fiéis. Elas não fugiram. Não se calaram. Seu amor silencioso foi mais eloquente que mil palavras — e Deus as honrou com a visão da ressurreição.

Conclusão

    Diante da cruz, ninguém permanece neutro. Ou nos rendemos com fé e amor, ou nos afastamos com empatia vazia. A pergunta que ecoa é: qual dessas reações você tem manifestado diante de Cristo? Que nossa resposta seja como a de José e das Marias — corajosa, pública, perseverante. Porque a cruz exige mais do que admiração: exige entrega.
Pr. Edson Azevedo
Igreja Batista da Graça em Caruaru/PE
Domingo, Dia do Senhor, 24/08/2025


terça-feira, 7 de outubro de 2025

O Suplício do Rei dos Reis (4ª Parte) - A Incomum Morte de Cristo - 10/08/2025

"A Incomum Morte de Cristo" (Mt.27:45-56)

     Ao longo da história, algumas mortes foram marcadas por eventos incomuns — como o defunto que reviveu ao tocar os ossos de Eliseu (2Rs 13), o juízo sobre Ananias e Safira (At 5), e a morte de Herodes, comido por vermes (At 12). Mas nenhuma morte foi tão extraordinária quanto a de Jesus Cristo. Sua crucificação foi acompanhada por sinais sobrenaturais, reações humanas profundas e uma obra espiritual eterna.

1) O Extraordinário Cenário da Morte de Cristo (v.45–50)

     Trevas sobre a terra: Das 12h às 15h, o sol se apagou. Não foi eclipse, mas juízo divino. Jesus, a luz do mundo, estava coberto pelo pecado do seu povo.
     O grito do abandono: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” Um brado ensurdecedor, fruto da dor espiritual de carregar a culpa da humanidade.
     A sede do inferno: “Tenho sede.” Jesus experimenta os tormentos eternos, como o rico em Lucas 16, ao tomar sobre si a condenação do pecado.
     A entrega do espírito: Jesus morre com soberania, consciente, e em vitória: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito.”

2) Os Sinais Incomuns na Morte de Cristo (v.51–53)

     No templo: O véu se rasga de alto a baixo. O acesso ao Santo dos Santos é aberto. Jesus é o novo e vivo caminho.
     Na criação: A terra treme, rochas se fendem. A natureza protesta e celebra o início da redenção.
     No cemitério: Sepulcros se abrem. Santos ressuscitam após a ressurreição de Cristo, antecipando a glória futura.

3) Reações Notáveis na Morte de Cristo (v.54–56)

      O centurião e os soldados: Impactados pelos sinais e pela dignidade de Jesus, confessam: “Verdadeiramente este era Filho de Deus.”
     As mulheres fiéis: Observam de longe, contemplando com gratidão a obra de Cristo. Serviram com seus bens e permaneceram até o fim.

Conclusão

     Nada em Cristo foi comum — nem sua morte. O céu escureceu, a terra tremeu, o véu se rasgou, túmulos se abriram, e corações se renderam. Mas o maior milagre foi espiritual: o pecado foi julgado, a culpa foi paga, a justiça satisfeita, e a salvação garantida.
     A pergunta que ecoa não é: “O que mais aconteceu naquela tarde?” Mas sim: “O que você fará com essa morte incomum?”
Pr. Edson Azevedo
Igreja Batista da Graça em Caruaru/PE
Domingo, Dia do Senhor, 10/08/2025

O Suplício do Rei dos Reis (3ª Parte) - O Paradoxo da Cruz - 03/08/2025

"O Paradoxo da Cruz"
(Mt.27:33-44)
     A cruz é o maior paradoxo da história: instrumento de dor, vergonha e morte que se tornou símbolo de vida, glória e esperança. Em Mateus 27, somos levados ao Gólgota, onde o Santo é crucificado entre pecadores, e o Rei dos reis sofre nas mãos daqueles que Ele veio salvar. Ali, vemos o contraste entre o céu e a terra, entre a justiça divina e a zombaria humana — entre amor e escárnio.
1) O Santo na Cruz
     Cristo, o Cordeiro sem mácula, é levado ao Gólgota — o “Lugar da Caveira” — um nome sombrio, adequado ao cenário trágico da crucificação. Nesse lugar de morte, Ele se entrega voluntariamente para que nós tivéssemos vida.
     Ao recusá-lo a beber o vinho misturado com fel, Jesus rejeita qualquer anestésico para a dor, aceitando plenamente o sofrimento físico e espiritual necessário para cumprir a justiça divina. Não houve atalho para o Salvador. Ele carregou, consciente, o peso dos nossos pecados.
     Pregado no madeiro, sem resistência, sua dor vai além do físico: era moral, espiritual, substitutiva. A vergonha pública foi ampliada ao terem suas vestes rasgadas e sorteadas, expondo seu corpo e desonrando sua dignidade — mas sem tirar sua realeza. Ironicamente, a inscrição acima da cruz dizia “Este é Jesus, o Rei dos Judeus” — zombaria dos homens, mas verdadeira profecia sobre sua identidade eterna.
     Ao lado, dois ladrões compartilham a cruz, mas não o mesmo destino. Um permanece endurecido; o outro se rende. Aqui aprendemos que estar perto da cruz não significa estar perto de Cristo. Só há redenção quando há arrependimento e fé.
2) Os Pecadores no Escárnio
     O ambiente que cerca Jesus é de zombaria. Os passantes o insultam, ignorantes do valor daquele momento. Muitos haviam visto seus milagres, escutado seus ensinos, mas agora repetem frases distorcidas com indiferença.
     Líderes religiosos, que deveriam reconhecer o cumprimento das profecias, o ridicularizam. Escarnecem de sua autoridade, negam sua divindade, e o desafiam a descer da cruz — como se o poder de Deus precisasse provar-se pela força. O maior milagre não seria descer da cruz, mas permanecer nela por amor.
     Até os ladrões o insultam, mostrando que a dor humana não é suficiente para quebrantar o coração. Só a intervenção de Deus pode gerar arrependimento — como ocorreu com o ladrão arrependido, conforme relatado em outro evangelho.
Conclusão
     Na cruz, Deus inverteu os papéis:
      * O inocente foi condenado para que o culpado fosse absolvido.
      * O Rei foi coroado com espinhos para que recebêssemos a coroa da vida.
      * A cruz, símbolo de derrota, se tornou trono de glória.
     Hoje, somos convidados não apenas a contemplar o Cristo crucificado, mas a responder com fé. Que não sejamos como os que estavam perto da cruz, mas longe do Salvador. “A cruz é loucura para os que perecem, mas para nós que somos salvos, é o poder de Deus.” (1Co.1:18)
Pr. Edson Azevedo
Igreja Batista da Graça em Caruaru/PE
Domingo, dia do Senhor, 03/08/2025