quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Como Guardar o Coração da Ansiedade - 02/12/2018

     Sermão proferido pelo Pr. Edson Rosendo, do púlpito da Igreja Batista da Graça em Caruaru-PE, baseado em Filipenses 4:8-9, no domingo, Dia do Senhor, 02/12/2018.


Esboço da Pregação
Tema: Como Guardar o Coração da Ansiedade
Texto base: Filipenses 4:8-9

Divisão:

     1) Colocando em Ordem os Pensamentos (v.8);
     2) Imitando os Santos (v.9).

Reflexão:
"Tu és toda formosa, querida minha. (Cantares 4.7)"

     A admiração do Senhor por sua igreja é maravilhosa; e a sua descrição da igreja é brilhante. Ela não é apenas formosa, mas “toda formosa”. O Senhor Jesus vê a igreja nEle mesmo, lavada no seu sangue expiatório e vestida com a sua justiça. O Senhor Jesus considera a igreja cheia de graça e beleza. 
     Isto não nos deve causar admiração, visto que Ele está contemplando a sua perfeita excelência. A santidade, a perfeição e a glória da igreja são as vestes gloriosas do próprio Senhor Jesus colocadas sobre a sua amada esposa. A igreja não é simplesmente pura e toda simétrica; é positivamente formosa e amável! Ela tem uma glória presente! As deformidades causadas pelo pecado são removidas da igreja. Além disso, ele obteve, por intermédio de seu Senhor, uma justiça meritória por meio da qual uma beleza real é conferida a ela. 
     Os crentes têm uma retidão positiva que lhes foi outorgada quando eles tornaram-se aceitos no Amado. A igreja também não é meramente amável; ela é excelentemente amável. Seu Senhor a chama “mais formosa entre as mulheres” (Cantares 1.8). A igreja tem uma verdadeira excelência e valor que não podem ser rivalizados por todos os nobres e reis deste mundo. 
     Se Jesus pudesse trocar a sua noiva eleita por todas as rainhas e imperatrizes da terra ou mesmo pelos anjos do céu, Ele não faria isso, visto que a coloca em primeiro lugar, acima de qualquer outra coisa - a “mais formosa entre as mulheres”. Como a lua, ela brilha mais que as estrelas. Nem é esta opinião algo de que Ele se envergonhe, pois Ele convida todas as pessoas para ouvirem. Ele coloca um “como” diante de sua afirmação, uma nota especial de exclamação, convidando e prendendo a atenção. “Como és formosa, querida minha, como és formosa!” (Cantares 4.1). Ele publica sua opinião amplamente até agora e um dia, o Senhor Jesus confessará, do trono de sua glória, a verdade desta afirmação diante de todo o universo reunido na presença dEle. “Vinde, benditos de meu Pai!” (Mateus 25.34) será a solene afirmação do Senhor a respeito da amabilidade de seus eleitos. 
(C. H. Spurgeon)

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

A Importância de Permanecer Firme no Senhor - 25/11/2018

     Sermão proferido pelo Pr. Edson Rosendo, no domingo, Dia do Senhor, 25/11/2018, do púlpito da Igreja Batista da Graça em Caruaru-PE, baseado em Filipenses 4:1-7.


Esboço da Pregação:
Tema: A Importância de Permanecer Firme no Senhor
Texto base: Filipenses 4:1-7

     1) Cuidar da harmonia entre os irmãos (v.1-3);
     2) Ter prazer no Senhor Jesus (v.4);
     3) Cultivar uma vida moderada (v.5);
     4) Afugentar a ansiedade da vida (v.6-7)
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Reflexão:
Para proclamar libertação aos cativos. (Lucas 4.18)
      Ninguém, exceto o Senhor Jesus, pode outorgar libertação aos cativos. A verdadeira liberdade vem tão-somente dele. É uma liberdade outorgada com justiça, porque o Filho, o herdeiro de todas as coisas, tem o direito de tornar os homens livres. 
      Os santos honram a justiça de Deus, a qual lhes garante, agora, a salvação. É uma liberdade que foi comprada por um preço elevado. Cristo a manifesta pelo seu poder, mas a comprou pelo seu sangue. Você fica livre porque Ele suportou o seu fardo em seu lugar. Você é colocado em liberdade, porque o Senhor Jesus sofreu espontaneamente em seu lugar. 
      Entretanto, apesar de comprada a preço elevado, Ele gratuitamente dá a salvação. O Senhor Jesus nos encontra vestidos de pano de saco e assentados na cinza e nos ordena a vestirmos as lindas roupas da liberdade. Quando Jesus liberta, a liberdade é dada perpetuamente. Que o Mestre me diga: “Cativo, eu o libertei”, e assim será para sempre. Satanás pode fazer planos para nos escravizar, mas, se o Senhor está ao nosso lado, a quem temeremos? O mundo com suas tentações pode procurar nos enredar; contudo, maior é Aquele que é por nós do que aqueles que são contra nós. “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Romanos 8.31). 
      Nossos próprios corações enganosos podem perturbar-nos e aborrecemos. Mas Aquele que começou a boa obra em nós há de completá-la e aperfeiçoá-la até ao final (ver Filipenses 1.6). Os adversários de Deus e os inimigos do homem podem juntar suas hostes e se aproximar contra nós com fúria intensificada, mas se Deus absolve, quem nos condenará? (ver Romanos 8.34). 
      A águia que ascende até seu ninho de pedra, e posteriormente, voa além das nuvens não é mais livre que a alma que Cristo libertou. Se não estamos mais debaixo da Lei, e sim livres da sua maldição, a nossa liberdade deve ser revelada, de modo prático, em servirmos a Deus com gratidão e regozijo. “SENHOR, deveras sou teu servo, teu servo, filho da tua serva; quebraste as minhas cadeias” (Salmos 116.16). Senhor, que desejas que eu faça? (C. H. Spurgeon)

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Como Diferenciar o Verdadeiro do Falso Pregador - 18/11/2018

     Sermão proferido pelo Pr. Edson Rosendo, no domingo, Dia do Senhor, 18/11/2018, baseado em Filipenses 3:17-21.


Esboço da Pregação:
Tema: Como diferenciar o verdadeiro do falso pregador
Texto base: Filipenses 3:17-21

Divisão do Sermão:
     1) O perfil do falso pregador
          * É inimigo da cruz de Cristo, v.18;
          * Sua vida espiritual é nula, v.19ª;
          * Sua vida material é rica, v.19b.
     2) O perfil do verdadeiro pregador
          * Ele lhe chama a imitá-lo, v.17;
          * Ele tem os olhos fixados no céu, v.20ª;
          * Ele espera a volta do seu Senhor, v.20b;
          * Ele sabe que sua glória está na ressurreição, v.21
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REFLEXÃO:
Jardim fechado…fonte selada. (Cantares 4.12)
     Nesta metáfora, que tem referência à vida interior do crente, a ideia de segredo é bastante clara. É uma fonte selada. No Oriente Médio, havia fontes sobre as quais se construíam um edifício, de modo que ninguém teria acesso àquelas fontes, exceto os que conheciam a entrada secreta. Assim é o coração de um crente, quando é regenerado pela graça de Deus. Existe uma vida misteriosa no íntimo do crente, um vida que nenhuma habilidade humana pode tocar. 
     É um segredo que outro homem não conhece; não, a própria pessoa que o possui não pode contar ao seu vizinho sobre ele. Este texto inclui não somente a ideia de segredo, mas também a de separação. Essa não é uma fonte comum da qual todos os transeuntes podem beber. É uma fonte guardada e preservada. Ela traz uma marca particular (um selo real), de modo que todos percebam não se tratar de uma fonte comum, e sim pertencente a um proprietário e colocada especialmente separada. 
     Assim é a vida espiritual. Os eleitos de Deus foram por Ele separados no decreto eterno, no dia da redenção, a fim de possuírem uma vida que as demais pessoas não possuem. É impossível para o redimido se sentir à vontade no mundo ou se deleitar nos seus prazeres. 
     No texto existe também a ideia de consagração. O manancial recluso é preservado para o uso de alguma pessoa especial. O coração do crente é um manancial fechado para o uso do Senhor Jesus. Todo crente deve sentir que tem o selo de Deus. Deve ser capaz de afirmar, como Paulo: “Quanto ao mais, ninguém me moleste; porque eu trago no corpo as marcas de Jesus” (Gálatas 6.17). 
     Outra ideia proeminente é a de segurança. Oh, quão segura é a vida interior do crente! Se todos os poderes da terra e do inferno pudessem se unir contra ele, este princípio imortal ainda existiria, pois Aquele que o deu, empenhou sua vida pela preservação deste princípio. E quem lhe fará mal quando Deus é o seu protetor? (C. H. Spurgeon)

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Em Que Consiste a Maratona do Cristão - 11/11/2018

     Sermão do Pr. Edson Rosendo, no domingo, Dia do Senhor, 11/11/2018, proferido do púlpito da Igreja Batista da Graça em Caruaru-PE, baseado em Filipenses 3:12-16.


Síntese do Sermão:
     Tema: Em que consiste a maratona do cristão
     Texto base: Filipenses 3:12-16
Divisão:
     1) Desfazer-se das velhas coisas (v.12a, 13b, 15-16);
     2) Reconhecer que está a caminho (v.12a, 13a);
     3) Buscar o alvo: a semelhança com Cristo (v.12b, 13a, 14).
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Reflexão: Por baixo de ti, estende os braços eternos. (Deuteronômio 33.27)
     Deus, o Deus eterno, é o nosso amparo em todo o tempo, especialmente quando estamos mergulhados em profunda aflição. Há ocasiões em que o crente passa por intensa humilhação. Tendo um grande senso de sua pecaminosidade, o crente é prostrado diante de Deus, a ponto de quase não saber como orar. E, aos seus próprios olhos, ele parece tão indigno. 
     Filho de Deus, lembre-se: ao passar por grande humilhação, os braços eternos do Senhor estão por baixo de você. O pecado pode levá-lo ao abatimento, mas a grande expiação realizada por Cristo ainda está por baixo de tudo. O crente às vezes afunda profundamente, em dolorosas provações externas. Se você não pode contar com nenhum amparo terreno, então, o que deve fazer? Por baixo de você ainda continuam os braços eternos. Você não pode cair em aflição e tristeza tão profundas, que a aliança da graça de um Deus sempre fiel não esteja a circundá-lo. O crente pode estar se afundando em aflição proveniente do seu íntimo, por meio de conflito intenso; todavia, mesmo nesta condição, ele não pode chegar a um ponto tão profundo, que fique além do alcance dos braços eternos - eles estão por baixo do crente. 
     Enquanto somos sustentados desta maneira, os esforços de Satanás para prejudicar-nos são inúteis. Esta segurança de amparo é um conforto para qualquer crente que está fatigado por trabalhar com dedicação no serviço do Senhor. Ela inclui a promessa de fortalecimento para cada dia, graça para cada necessidade e poder para cada obrigação. E, além disso, quando a morte chegar, esta promessa ainda se mantém firme. 
     Quando estivermos no meio do Jordão, diremos como Davi: “Não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo” (Salmos 23.4). Nós desceremos à cova, mas, não mais fundo que isso, pois os braços eternos previnem a queda maior. Por toda vida, e ao seu fim, seremos segurados pelos “braços eternos” - braços que não cansam nem perdem a força, pois o SENHOR, o Criador dos fins da terra, nem se cansa, nem se fatiga” (Isaías 40.28). (C. H. Spurgeon)

sábado, 10 de novembro de 2018

Como Enfrentar os Reveses de Modo Bíblico - 04/11/2018

     Sermão proferido pelo PR. Edson Rosendo, do púlpito da Congregação Batista da Graça em Recife, no domingo, Dia do Senhor, 04/11/2018, baseado no Livro de Oséias 1:1-9.


Síntese do Sermão:
Tema: Como Enfrentar os Reveses de Modo Bíblico
Texto base: Oséias 1:1-9
Divisão:
1) A Tragédia na Vida de Oséias;
2) Como Oséias Enfrentou a Tragédia.

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Em Quais Obras de Justiça Confiar Para Salvação? 28/10/2018

     Sermão proferido pelo Pr. Edson Rosendo, no domingo, Dia do Senhor 28/10/2018, do púlpito da Igreja Batista da Graça em Caruaru-PE, baseado em Filipenses 3:1-11


Síntese da Pregação:
Tema: Em quais obras de justiça confiar para salvação?
Texto base: Filipenses 3:1-11
Divisão:
     1) Nas obras de justiça dos homens
          * Seus incentivadores, v.2a;
          * Sua designação, v.2b;
          * Seu conteúdo, v.4-9
     2) Nas obras de justiça de Jesus
          * Confiar nelas é lucro, v.7;
          * Confiar nelas é renunciar a tudo que seja humano, v.8;
          * Confiar nelas provém da fé, v.9, 3;
          * Confiar nelas é identificar-se com Cristo, v.10-11.
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Reflexão:
Não sois do mundo, pelo contrário, dele vos escolhi. (João 15.19)

     Nestas palavras, encontramos graça distinguidora e consideração discriminadora, pois algumas pessoas são feitas objetos especiais das afeições de Deus. Não tenha medo de se firmar nesta sublime doutrina da eleição. Quando sua mente estiver sobrecarregada e oprimida, você perceberá que esta verdade é um frasco de calmante. 
     Aqueles que duvidam das doutrinas da graça ou rejeitam-nas perdem ricos cachos de uvas; perdem os vinhos bem clarificados ou as mais ricas guloseimas. Não existe em Gileade bálsamo comparável a esta bênção. Se o mel do qual Jônatas se alimentou fez os seus olhos brilharem, ao ser apenas tocado, este é o mel que iluminará nosso coração para amar e aprender os mistérios do reino de Deus. Coma e não se preocupe em ficar cheio demais. Alimente-se continuamente, sem temor, desta iguaria especial. O alimento da mesa do Rei não prejudicará os súditos dele. 
     Deseje ter uma mente dilatada para que compreenda mais e mais o amor eterno, permanente e discriminador de Deus. Quando você houver atingindo as alturas da eleição, demore-se em refletir sobre a doutrina irmã da eleição - a aliança da graça. Os compromissos da aliança da graça são as estupendas muralhas de rocha por trás das quais estamos abrigados. Os compromissos da aliança da graça, juntamente com o Fiador, o Senhor Jesus, são o lugar tranquilo para repouso de espíritos temerosos. 
     Teu juramento, teu pacto, teu sangue, sustenta-me na enchente assoladora; e quando cede cada amparo terreal, esta tranquilidade é minha força, meu suporte celestial. Se Jesus encarregou-se de trazer-me à glória; o Pai prometeu que me daria ao Filho como parte da infinita recompensa do penoso trabalho de sua alma; então, até que Deus se torne infiel ou o Senhor Jesus deixe de ser a verdade, a minha alma está em segurança. 
     Após haver dançado perante a arca da aliança, Davi disse a Mical que a eleição o fez agir daquele modo. Venha, ó minha alma, exulte e alegre-se diante do Deus da graça. (C. H. Spurgeon)

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

O Modelo dos Oficiais da Igreja de Cristo - 21/10/2018

     Sermão do Pr. Edson Rosendo, baseado em Filipenses 2:19-30, proferido do púlpito da Igreja Batista da Graça em Caruaru-PE, do domingo, Dia do Senhor, 21/10/2018.


Divisão do Sermão:
     1) O modelo do pastor
          * Ele é enviado por Deus para a igreja e presta contas dela, 19, 23-24
          * Ele é alguém de grande confiança, v.20-21
          * Ele é servo do evangelho, v.22
     2) O modelo do diácono
          * Ele coopera com o pastor e supre as necessidades dos santos, v.25
          * Ele cuida da assistência aos necessitados, v.25b, 30
          * Ele se preocupa para que a igreja não sofra, v.26-28
          * Ele é honrado pela igreja, v.29
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REFLEXÃO:
O amor de Cristo nos constrange. (2 Coríntios 5.14)
     Quanto você deve ao meu Senhor? Quanto Ele já fez por você? Perdoou os seus pecados? Ele o vestiu com um manto de justiça? Colocou os seus pés sobre a rocha? Ele tem estabelecido os seus caminhos? Preparou o céu para você? Preparou você para o céu? Escreveu o seu nome no Livro da Vida? Jesus lhe tem dado bênçãos incontáveis? 
     Ele tem acumulado para você um estoque de misericórdias, que olhos não têm visto e sobre as quais ouvidos não têm ouvido (ver 1 Coríntios 2.9)? Então, faça por Jesus alguma coisa digna do amor dele. Não dê ao Redentor que morreu uma mera oferta verbal. Como você se sentirá, quando seu Senhor vier e você tiver de confessar que não fez nada por Ele, exceto manter fechado o seu amor, tal como um poço estagnado, deixando de jorrá-lo em favor dos pobres e da obra dele? Afaste esse tipo de amor! O que os homens pensam de um amor que não se expressa em ações? Ora, eles dizem: “Melhor é a repreensão franca do que o amor encoberto” (Provérbios 27.5). Quem aceitará um amor tão fraco, que não impulsiona você a um pequeno ato de renúncia, generosidade, altruísmo ou zelo? 
     Pense em como Ele o amou a ponto de entregar-se a Si mesmo por você! Conhece o poder desse amor? Então, permita que ele seja, para a sua alma, como um vento forte e impetuoso que remove as nuvens de seu mundanismo e dissipa a névoa de seu pecado. Que as palavras: “Por amor a Cristo” sejam a língua de fogo que se acomodará sobre você. Que elas sejam o êxtase divino, a inspiração celeste para erguê-lo da terra, o Espírito Divino que o tornará ousado como o leão e esperto como a águia, no serviço de seu Senhor. 
     O amor deve outorgar asas aos pés que servem ao Senhor e forças aos braços que trabalham por Ele. Tendo os olhos fixos em Deus, com uma perseverança inabalável, resolutos a honrá-Lo com uma determinação de que não nos desviaremos, e avançando com um ardor que nunca cansará, manifestemos os constrangimentos do amor de nosso Senhor. Que Ele nos atraia ao céu. 
Charles Haddon Spurgeon

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Marcas de um Crente que Desenvolve a Sua Salvação - 14/10/2018

     Sermão proferido pelo Pr. Edson Rosendo de Azevedo, no domingo, Dia do Senhor, 14/10/2018, do púlpito da Igreja Batista da Graça em Caruaru.


Síntese do Sermão:
Tema: Marcas de Um Crente Que Desenvolve a Sua Salvação
Texto Base: Filipenses 2:14-18
Divisão:
     1) Ele não vive a murmurar nem a contender (v.14)
     2) Ele é santo em todo o seu proceder (v.15)
     3) Ele preserva a Palavra da vida (v.16)
     4) Ele é motivo de alegria para os maduros e se alegra com eles (v.17-18)
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Reflexão:

Considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor. (Filipenses 3.8)

      O conhecimento espiritual de Cristo será um conhecimento pessoal. Não posso conhecer a Jesus por meio da familiaridade de outra pessoa com Ele. Preciso conhecê-lo eu mesmo. O conhecimento espiritual de Cristo será um conhecimento inteligente. Tenho do conhecê-Lo, não como os sonhos utópicos sobre Ele, mas como Ele se revela na Palavra de Deus. Tenho de conhecer as duas naturezas de Cristo, tanto a divina como a humana. Preciso conhecer os ofícios, os atributos, as obras, a humilhação e a exaltação de Cristo. Tenho de meditar na pessoa de Cristo, até que compreenda com todos os santos “qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade” do amor dele “que excede todo entendimento” (Efésios 3.18,19). O conhecimento de Cristo será um conhecimento afetivo. 
     Na verdade, se realmente O conheço, tenho de amá-Lo. Um pouco de conhecimento de coração é melhor do que grande quantidade de conhecimento intelectual a respeito de Cristo. Nosso conhecimento de Cristo será um conhecimento que satisfaz. Quando eu conheço o Salvador, minha mente estará repleta dele. Acharei que tenho aquilo pelo que o meu espírito anelava. Jesus disse: “Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome” (João 6.35). Ao mesmo tempo, será um conhecimento estimulante. Quanto mais eu conheço o meu Amado, tanto mais desejo conhecê-Lo. Quando mais alto subo, mais elevados serão os cumes que convidam meus ansiosos passos. Em conclusão, o conhecimento de Cristo será o conhecimento mais feliz. 
     Na realidade, muitas vezes este conhecimento me elevará acima de todas as provações, dúvidas e tristezas. Enquanto o desfruto, ele me fará algo mais que “o homem, nascido de mulher, [que] vive breve tempo, cheio de inquietação” (Jó 14.1). Ele espalhará sobre mim a imortalidade do Salvador eterno e me cingirá com o cinto de ouro de sua alegria eterna. Venha, minha alma, assente-se aos pés de Jesus e aprenda dele em todo este dia. (C. H. Spurgeon)

domingo, 14 de outubro de 2018

Como é a Vida de Obediência do Crente - 07/10/2018

     Sermão proferido pelo Pr. Edson Rosendo de Azevedo, do púlpito da Igreja Batista da Graça em Caruaru, no domingo, Dia do Senhor, 7 de outubro de 2018m baseado no livro de Filipenses 2:12-13.


Esboço da Pregação:
Tema: Como é a Vida de Obediência do Crente
Texto base: Filipenses 2:12-13

Divisão do sermão:
     1) A vida de obediência do crente existe em resposta à pregação; 
     2) A vida de obediência do crente é vivida em temor e tremor; 
     3) A vida de obediência do crente considera que Deus é quem a move.
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Por que fizeste mal a teu servo? (Números 11.11)

     Nosso Pai celeste nos envia problemas freqüentes para testar nossa fé. Se ela é realmente valiosa, resistirá ao teste quando a provação lhe sobrevier. O objeto dourado teme o fogo, mas o ouro não. A jóia artificial receia ser tocada pelo diamante, mas a verdadeira não teme qualquer teste. É fraca uma fé que confia em Deus somente quando os amigos são leais, o corpo está com saúde, e os negócios estão prosperando. A fé verdadeira se apega à fidelidade do Senhor, quando os amigos se vão, quando o corpo está enfermo, quando o espírito está abatido e quando a luz da presença de Deus se oculta. “[Ainda que] ele me mate, nele esperarei” (Jó 13.15 – ARC) - esta é a fé professada por uma pessoa nascida do céu. 
     O Senhor aflige seus servos para glorificar a si mesmo, pois é muitíssimo glorificado nas virtudes de seu povo, as quais são obras dele mesmo. Visto que “a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança” (Romanos 5.3,4), o Senhor é honrado por meio destas virtudes crescentes. Jamais conheceríamos o som da harpa, se as suas cordas permanecessem intocadas; nunca beberíamos o suco da videira, se as uvas não fossem pisadas no lagar. Jamais descobriríamos o agradável perfume do cinamomo, se este não fosse prensado e batido; nunca sentiríamos o calor do fogo, se os carvões não fossem completamente consumidos. 
     O poder e a sabedoria do grande Trabalhador são descobertos por meio das aflições pelas quais Ele permite que passem os seus vasos de misericórdia. As aflições presentes tendem a intensificar as alegrias futuras. Têm de haver sombras na pintura, a fim de que a beleza da luz seja ressaltada. A paz será mais agradável depois do conflito, e o descanso será mais bem-vindo após o labor. A recordação de sofrimentos passados intensificará a bem-aventurança dos glorificados. 
     Há muitas outras respostas confortadoras para a pergunta com a qual iniciamos nossa breve meditação. Ponderemos estes pensamentos no correr do dia. (C. H. Spurgeon)

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

A Escalada Cristã - 30/09/2018

     Sermão do Pr. Edson Rosendo de Azevedo, proferido do púlpito da Igreja Batista da Graça em Caruaru, no domingo, Dia do Senhor, 30/09/2018, baseado em Mateus 5:1-16


Tema: A Escalada Cristã:
Texto base: Mateus 5:1-16

Divisão:
     1) A infância espiritual: a cura pessoal
          * Enxergando a sua própria miséria, v.3
          * Sentindo o amargor da sua pecaminosidade, v.4
          * Quedando-se à nova vontade, v.5
          * Ansiando por imitar a Cristo, v.6
          * Lavando o próprio coração, v.8
     2) A juventude espiritual: a cura do próximo
          * Mudando o olhar com relação ao próximo, v.7
          * Reabilitando o próximo com Deus, v.9
     3) A maturidade espiritual: o sofrer por Cristo
          * Enfrentando a perseguição por viver a vida de Cristo, v.10-12
          * Testemunhando de Cristo, v.13-16
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Reflexão:
Se a lepra cobriu toda a sua carne, 
declarará limpo o que tem a mancha. 
(Levítico 13.13)

     Esta norma parece estranha, mas continha sabedoria, visto que a expulsão da enfermidade comprovava que a constituição do homem estava saudável. 
     Neste dia, seria bom para nós vermos o ensinamento característico de uma regra tão incomum. Também somos leprosos e podemos ler as leis referentes ao leproso como aplicáveis a nós mesmos. Quando um homem vê a si mesmo como um pecador totalmente perdido e arruinado, completamente coberto com a profanação do pecado; quando renuncia toda justiça própria e se declara culpado diante do Senhor, então, ele é purificado por meio do sangue de Cristo e da graça de Deus. 
     A iniquidade escondida, não reconhecida, não confessada é a verdadeira lepra; mas quando o pecado é visto e reconhecido, ele recebe o seu golpe mortal, e o Senhor contempla com olhos de misericórdia a alma afligida pelo pecado. 
     Nada é mais letal do que a justiça própria, nem mais esperançoso do que a contrição. Temos de confessar que não somos nada, exceto pecadores, pois nenhuma confissão aquém desta corresponde a toda a verdade. 
     Se o Espírito de Deus está agindo em nós, convencendo-nos de pecado, não haverá dificuldade em fazermos esse reconhecimento. Ele fluirá espontaneamente de nossos lábios. O pecado lamentado e confessado, embora grave e infame, nunca impedirá que um homem venha ao Senhor Jesus. Todo aquele que vem a Jesus, Ele não o lançará fora, de maneira alguma (ver João 6.37). Embora desonesto como o ladrão, imoral como a pecadora que ungiu os pés de Jesus, furioso como Saulo de Tarso, cruel como Manassés, ou rebelde como o filho pródigo, o grande coração de amor olhará para o homem que sente não possuir em si mesmo qualquer justiça e o declarará limpo, quando ele confiar em Jesus crucificado. 
     Ó pecador sobrecarregado de pecados e desamparado, venha a Jesus. Venha necessitado, venha culpado, venha repugnante e despido. Não é possível que você venha sujo demais; venha assim como você está. (C. H. Spurgeon)