Sermão do Pr. Edson Azevêdo, baseado em 1 Coríntios 12:27-31, proferido do púlpito da Igreja Batista da Graça em Caruaru/PE, no culto solene do domingo, Dia do Senhor, 27/09/2026.
O texto de 1 Coríntios 12.27-31, comentado pelo Pr. Edson Azevedo, mostra de forma muito rica como a igreja deve compreender os dons espirituais. Paulo usa a metáfora do corpo para ensinar que a igreja não é uma instituição morta, mas um organismo vivo, ligado ao Cristo ressuscitado. Cada cristão é membro desse corpo e, portanto, chamado a exercer o dom que recebeu para o bem comum. Não há espaço para espectadores: todos têm uma função e todos são úteis, em qualquer fase da vida.
O apóstolo também distingue entre ofícios e dons. Os ofícios — apóstolos, profetas e mestres — são funções públicas estabelecidas por Deus para transmitir e ensinar a Sua Palavra. Já os dons — milagres, curas, socorros, governos, línguas — são capacitações diversas que o Espírito distribui soberanamente. Paulo deixa claro que nem todos recebem os mesmos dons ou ofícios, e que essa diversidade é parte do plano divino. Isso corrige a ideia de que certos dons seriam obrigatórios ou superiores, como o falar em línguas. A diversidade mostra que ninguém é autossuficiente e que todos precisam uns dos outros.
Por fim, Paulo chama a atenção para o modo como os dons devem ser exercidos. Os coríntios buscavam os dons mais visíveis, mas o apóstolo os lembra de que o caminho “sobremodo excelente” é o amor. O amor é superior aos dons porque dá sentido ao seu exercício. Os dons são instrumentos; o amor é o ambiente e o propósito. Quando os dons são usados sem amor, perdem sua finalidade. Mas quando são exercidos em amor, edificam a igreja e glorificam a Cristo.
Em resumo, o texto nos ensina três verdades: a igreja é um corpo vivo e cada membro deve servir; os dons são diversos e complementares, não motivo de orgulho ou comparação; e o amor é o caminho que dá maturidade e propósito ao uso dos dons. Assim, o verdadeiro sinal de espiritualidade não está na quantidade ou visibilidade dos dons, mas na prática do amor que une e fortalece o corpo de Cristo.
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