terça-feira, 28 de maio de 2019

Qual o Perfil de Alguém Nascido de Novo - 26/05/2019


     Sermão proferido pelo Pr. Edson Rosendo, do púlpito da Igreja Batista da Graça em Caruaru-PE, no domingo, Dia do Senhor, 26/05/2019. Foi baseado em Colossenses 3:1-4 e dividido em 3 partes que respondem à pergunta: Qual o perfil de alguém nascido de novo?
     1) Quanto ao comportamento, ele busca as coisas do alto (v.1);
     2) Quanto aos desígnios, ele pensa nas coisas do alto (v.2-3);
     3) Quanto à esperança, ele espera a glória final (v.4).

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Reflexão:
Confia os teus cuidados ao SENHOR, 
e ele te susterá. 
(Salmos 55.22)
     A inquietação, ainda que exercida sobre assuntos legítimos, levada ao excesso, possui em si mesma a natureza do pecado. O preceito de evitar a inquietação é repetido diversas vezes por nosso Senhor. É um preceito reiterado pelos apóstolos; é um princípio que não pode ser negligenciado sem envolver transgressão, pois a própria essência da prudência ansiosa é o pensamento de que somos mais sábios que Deus e, a ação de, com ímpeto, colocarmos a nós mesmos no lugar dele, a fim de fazermos por Ele o que Ele incumbiu-se de fazer por nós. 
     Tentamos pensar naquilo que imaginamos que Ele esquecerá. Esforçamo-nos para levar sobre nós mesmos nossos pesados fardos, como se o Senhor fosse indisposto ou incapaz de levá-los em nosso lugar. Tal desobediência a este princípio de nosso Senhor, esta incredulidade para com sua Palavra, esta presunção de intrometer-se em sua providência, tudo isto é pecaminoso. E mais do que isto: a inquietação frequentemente leva ao pecado. Aquele que não consegue entregar, com tranquilidade, os seus assuntos nas mãos de Deus, mas carrega os próprios fardos, esse provavelmente será tentado a usar meios errados para ajudar a si mesmo. 
     Este pecado leva a esquecer de Deus como nosso Conselheiro e, em vez disso, a recorrer à sabedoria humana. Isto equivale a beber das “cisternas rotas”, em vez de beber do “manancial de águas vivas” (Jeremias 2.13) – um pecado cometido pelo Israel do passado. 
     A ansiedade nos faz duvidar da bondade de Deus, e nosso amor por Ele se torna frio. Se desconfiamos e entristecemos o Espírito Santo, nossas orações são obstruídas, nosso exemplo de consistência é manchado, e vivemos no egoísmo. Se, à medida que nossos fardos nos sobrevierem, os lançarmos no Senhor, não ficando ansiosos (Filipenses 4.6), isto nos tornará mais próximos dele e nos fortalecerá contra essa tentação. “Tu, SENHOR, conservarás em perfeita paz aquele cujo propósito é firme; porque ele confia em ti” (Isaías 26.3). (Charles H. Spurgeon)

terça-feira, 21 de maio de 2019

Como se Libertar da Falsa Religiosidade - 19/05/2019

     Sermão proferido pelo Pr. Edson Rosendo, do Púlpito da Igreja Batista da Graça em Caruaru, no domingo, Dia do Senhor 19/05/2019, baseado em Colossenses 2:16-19. O Sermão foi dividido em 2 pontos:
          * Não se submetendo à ordenanças humanas (v.22);
          * Não se iludindo com a aparência enganosa dela (v.23).

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Reflexão:
Vi servos a cavalo e príncipes andando a pé como servos sobre a terra. 
(Eclesiastes 10.7)
     Pessoas arrogantes frequentemente usurpam os lugares mais elevados, enquanto os verdadeiramente grandes definham na obscuridade. Este é um enigma na Providência cuja solução um dia deixará alegre o coração dos justos. Entretanto, não devemos murmurar, se este enigma se tornar parte de nosso quinhão. 
     Quando nosso Senhor esteve neste mundo, Ele andou na vereda do serviço e da fadiga como Servo dos servos. Que maravilha seria se os seguidores dele, que são príncipes do sangue, fossem olhados de cima para baixo como pessoas inferiores e desprezíveis! O mundo está de cabeça para baixo; por isso, os primeiros são os últimos, e os últimos, os primeiros. 
     Veja como os servos filhos de Satanás dominam sobre a terra! Hamã está na corte, enquanto Mordecai senta ao portão; Davi vagueia pelas montanhas, enquanto Saul reina; na caverna Elias queixa-se, enquanto Jezabel gaba-se no palácio; ainda assim quem gostaria de tomar os lugares dos orgulhosos rebeldes? E quem, por outro lado, não invejaria os menosprezados santos? Quando esta engrenagem é invertida, os humildes são exaltados, e os exaltados são humilhados. 
     Crente, tenha paciência! A eternidade corrigirá os erros do tempo. Não caiamos no erro de permitir que nossas paixões e apetites carnais cavalguem em triunfo, enquanto nossos mais nobres poderes andam na poeira. A graça tem de reinar como um príncipe e tornar os membros do corpo instrumentos de justiça. O Espírito Santo ama a ordem, por isso, Ele coloca nossas capacidades e poderes em seu devido lugar e grau, outorgando posições mais nobres àquelas faculdades que nos unem ao grande Rei. 
     Não perturbemos este arranjo divino; pelo contrário, supliquemos graça para que conservemos o nosso corpo em sujeição. Não fomos regenerados para permitir que as paixões nos governem, e sim para que, com Cristo Jesus, governemos como reis sobre o reino tríplice de nosso corpo, alma e espírito, a fim de que Deus, o Pai, seja glorificado. (Charles H. Spurgeon)


terça-feira, 14 de maio de 2019

Duas Histórias de Quebrantamento e Fé - 12/05/2019

     Sermão proferido pelo Pr. Edson Rosendo, do púlpito da Igreja Batista da Graça em Caruaru-PE, no domingo, Dia do Senhor, 12/05/2019 baseado no Evangelho de Marcos 7:24-37. O sermão discorre sobre os ensinamentos do encontro de Jesus com a mulher grega e com o cidadão de Decápolis.


Reflexão:

Eu… me manifestarei a ele. (João 14.21)

     O Senhor Jesus faz revelações especiais de Si mesmo para seu povo. Ainda que as Escrituras não declarassem isso, existiriam muitos filhos de Deus que poderiam testificar, a partir de sua própria experiência, a veracidade desta afirmativa. O seu Senhor e Salvador Jesus Cristo tem se manifestado para eles de forma incomum como o simples ato de ler e ouvir a Palavra não podem propiciar. 
     Na biografia de santos eminentes, você encontrará muitos relatos de ocasiões em que o Senhor Jesus se agradou em falar, de modo bastante especial à alma deles e manifestar-lhes as maravilhas de sua pessoa. A alma desses santos foram tão infundidas de felicidade, que eles pensaram estar no céu. Embora não estivessem lá, eles estavam no limiar do céu. Quando o Senhor Jesus se manifesta ao seu povo, a terra vem a ser céu; é um paraíso em formação; a alegria começa. Isto causa uma influência santa no coração dos crentes. 
     Um dos efeitos é a humildade. Se alguém diz: “Recebi tais e tais revelações espirituais; sou um grande homem”, tal pessoa nunca teve qualquer comunhão com o Senhor Jesus. “O SENHOR… atenta para os humildes; os soberbos, ele os conhece de longe” (Salmos 138.6). Deus não precisa chegar perto deles para conhecê-los e nunca os visitará em amor. 
     Outro efeito de uma manifestação verdadeira de Cristo é a felicidade, visto que na presença de Deus existem deleites para todo o sempre (ver Salmos 16.11). A santidade certamente virá em seguida. Aquele que não demonstra qualquer santidade jamais teve esta manifestação. Algumas pessoas falam muitas coisas, não devemos, porém, acreditar nelas, se não percebemos que suas obras correspondem ao que afirmam. “Não vos enganeis: de Deus não se zomba” (Gálatas 6.7). 
     O Senhor Jesus não concederá seus favores ao ímpio, pois enquanto não lançará fora um homem perfeito não respeitará um malfeitor. Assim, haverá três efeitos decorrentes da proximidade de Jesus: humildade, alegria e santidade. Crente, que Deus lhes dê os mesmos! (Charles H. Spurgeon) 


segunda-feira, 6 de maio de 2019

Como Pedir Socorro ao Senhor? 05/05/2019

          1) Orando com perseverança (v.1-8);
          2) Orando com santidade de vida (v.9-14
   
     Sermão proferido pelo Pr. Edson Rosendo, no domingo, Dia do Senhor, 05/05/2019, do púlpito da Igreja Batista da Graça em Caruaru-PE, baseado em Lucas 18:1-14.


Reflexão:
Serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. (2 Coríntios 6.16)
     Que título precioso – “meu povo”! 
     Que revelação estimulante -“seu Deus”! 
     Quanto significado se esconde nestas duas palavras: “Meu povo”! Todo o mundo pertence a Deus. O céu e mesmo o céu dos céus são do Senhor, e Ele reina entre os filhos dos homens. No entanto, a respeito daqueles que escolheu e comprou para Si mesmo Ele diz o que não pode dizer sobre os demais: “Meu povo”! Nesta expressão existe a ideia de propriedade. 
     De uma forma especial, “a porção do SENHOR é o seu povo; Jacó é a parte da sua herança” (Deuteronômio 32.9). Todas as nações da terra pertencem a Deus. Todo o mundo está no controle dele. Apesar disso, o povo de Deus (os seus eleitos) é propriedade especial dele. Deus fez pelos eleitos mais do que tem feito pelas outras pessoas. Ele os comprou com seu sangue e os colocou bem perto de Si mesmo. Deus os amou com amor eterno, um amor que muitas águas não podem apagar e que as revoluções do tempo nunca serão suficientes para diminuir. 
     Querido amigo, pela fé, você pode ver a si mesmo entre os que pertencem ao povo de Deus. Pode olhar para o céu e dizer: “Meu Senhor, meu Deus, Tu és meu por meio do doce relacionamento que me permite chamar-Te ‘Pai’. Tu és meu por meio do sagrado companheirismo que me alegro em manter contigo, quando queres Te manifestar a mim como não o fazes ao mundo”. Você pode ler o Livro da Inspiração e encontrar lá o registro de sua salvação? Você pode ler o seu nome escrito no sangue precioso? Pela fé, com humildade, você pode vestir-se com as roupas do Senhor Jesus e afirmar: “Meu Cristo”? Se você pode, então, Deus declara a respeito de você e de outros semelhantes: “Meu povo”. Se Deus é o seu Deus e Cristo é o seu Cristo, o Senhor lhe presta atenção especial. Você é objeto da escolha dele, aceito no amado Filho de Deus. (Charles H. Spurgeon)

terça-feira, 30 de abril de 2019

Como gozar da liberdade que Cristo nos conquistou? 28/04/2019

Sermão proferido pelo Pr. Edson Rosendo, do púlpito da Igreja Batista da Graça em Caruaru-PE, no domingo, dia do Senhor, 28/04/2019, baseado em Colossenses 2:16-19.


Esboço da Pregação:
     Como gozar da liberdade que Cristo nos conquistou?
          1) Não se deixando prender por cardápios alimentares (v.16a);
          2) Não se deixando prender por comemorações religiosas (v.16b-17);
          3) Não se deixando prender por manipuladores de consciências (v.18-19)
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Reflexão:
Lembra-te da promessa que fizeste ao teu servo, 
na qual me tens feito esperar. 
(Salmos 119.49)
     Seja qual for a sua necessidade, você pode encontrar neste exato momento uma promessa nas Escrituras referente a ela. Você está fatigado por conta de ser áspero o seu caminho? Eis a promessa: “Faz forte ao cansado e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor” (Isaías 40.29). Quando você ler essa promessa, apresente-a novamente ao grande Prometedor e peça-Lhe que cumpra as suas próprias palavras. 
     Você está procurando a Cristo e anela ter comunhão mais íntima com Ele? Esta promessa brilha como uma estrela para você: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos” (Mateus 5.6). Apresente continuamente esta promessa ao trono da graça. Não peça nada mais; entretanto, dirija-se a Deus muitas vezes, dizendo-Lhe: “Ó Senhor, Tu o disseste; faze como tens dito”. 
     Você está aflito por causa de algum pecado ou sobrecarregado com o enorme peso de suas iniquidades? Ouça estas palavras: “Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim e dos teus pecados não me lembro” (Isaías 43.25). Em si mesmo, você não tem mérito para pedir o perdão dele, mas peça suas promessas escritas e Ele as cumprirá. 
     Está com medo de não conseguir manter-se firme até ao fim, findando reprovado mesmo após ter se imaginado um filho de Deus? Se esta é a sua condição, apresente estas palavras no trono da graça: “Porque os montes se retirarão, e os outeiros serão removidos; mas a minha misericórdia não se apartará de ti” (Isaías 54.10). 
     Se você perdeu o agradável senso da presença do Salvador e está buscando-O porque tem o coração entristecido, lembre-se: “Tornai-vos para mim, e eu me tornarei para vós outros” (Malaquias 3.7). “Por breve momento te deixei, mas com grandes misericórdias torno a acolher-te” (Isaías 54.7). Fundamente a sua fé na Palavra de Deus. 
     Não importa quais são as suas necessidades ou os seus temores, dirija-se ao seu Pai celestial e diga-Lhe: “Lembra-te da promessa que fizeste ao teu servo, na qual me tens feito esperar”. 
(Charles H. Spurgeon)

quarta-feira, 24 de abril de 2019

O Chamado de Deus à Santidade - 21/04/2019

     Sermão proferido pelo Pr. Edson Rosendo, do púlpito da Igreja Batista da Graça em Caruaru-PE, no domingo, Dia do Senhor, 21/04/2019.


Esboço da pregação:
Título: O Chamado de Deus à Santidade
Texto base: Isaías 55:6-9
     Como Deus nos chama à uma vida de santidade?
          1) Por uma vida de oração (v.6);
          2) Por uma vida de arrependimento (v.7a, 8-9);
          3) Por uma vida de conversão (v.7b).
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Reflexão: Eu sei que o meu Redentor vive. (Jó 19.25)

     O âmago da consolação de Jó estava na pequena palavra “meu” – “meu Redentor” – e no fato de que o Redentor vive. Oh! Que você se apegue ao Cristo vivo! Precisamos pertencer a Ele antes de podermos desfrutar dele. 
     Que bem o ouro me faz enquanto estiver na mina? O ouro em minha carteira é o que satisfará minhas necessidades; então poderei comprar o pão que preciso. De que serviria um Redentor que não me redime ou um Vingador que não se levanta por mim? Não se contente até que, pela fé, você possa dizer: “Sim, eu me lanço nos braços do meu Senhor vivo; Ele é meu”. 
     Pode ser que você esteja ligado a Ele por um fraco abraço. Talvez você pense que seja presunção dizer: “Ele vive como meu Redentor”. No entanto, lembre-se de que, se tiver fé como um grão de mostarda, esta pequena fé lhe dará o direito de fazer tal declaração. Entretanto, neste versículo, existe outra palavra que expressa a imensa confiança de Jó – “Eu sei”. Dizer: “Eu espero”, “eu creio” é fácil; e, no rebanho de Cristo, existem milhares de crentes que raramente vão além dessas afirmações. Todavia, para obter a essência da consolação, você precisa dizer: “Eu sei”. As palavras “se” e “mas” são os assassinos da paz e da consolação do crente. As dúvidas são elementos sombrios em épocas de aflição. Como vespas, elas picam a alma. Se eu tenho qualquer suspeita de que Cristo não é meu, então, existe o vinagre misturado com o fel da morte. Contudo, se estou certo de que Jesus vive para mim, as trevas deixam de ser trevas; até a noite torna-se luz ao meu redor. 
     Com certeza, se Jó, nas eras anteriores à vinda e ao advento do Senhor, pôde afirmar: “Eu sei”, não podemos falar com menor convicção. Não permita Deus que nossa confiança seja presunção. Que nossas evidências sejam retas, a fim de que não construamos em esperança infundada. Depois, não estejamos satisfeitos com o mero alicerce, pois é dos quartos do segundo piso que temos a visão mais ampla. Um Redentor vivo, genuinamente meu, é um gozo indescritível. (Charles H. Spurgeon)

sexta-feira, 19 de abril de 2019

Por Que Devemos Olhar Exclusivamente Para Cristo? - 14/04/2019

     Sermão do Pr. Edson Rosendo, proferido do púlpito da Igreja Batista da Graça em Caruaru, no domingo, Dia do Senhor, 14/04/2019, baseado em Colossenses 2:8-15.


Esboço da Pregação:
   Tema: Por Que Devemos Olhar Exclusivamente para Cristo?
     1) Porque há inimigos querendo nos confundir (v.8);
     2) Porque somente ele é competente (v.9, 10b, 15);

     3) Porque somente Jesus nos traz benefícios eternos (v.10a, 11-14)
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Reflexão:


Todos os que me vêem zombam de mim;
afrouxam os lábios e meneiam a cabeça. (Salmos 22.7)

     A zombaria foi um dos grandes ingredientes na aflição de nosso Senhor. Judas Iscariotes zombou dele no jardim. Os principais sacerdotes e escribas riram do Senhor Jesus, menosprezando-O. Herodes desdenhou do Senhor Jesus. Os servos e os soldados escarneceram do Senhor Jesus e O insultaram brutalmente. Pilatos e seus guardas ridicularizaram a realeza do Senhor Jesus. 
     Na cruz, todo tipo de pilhéria injuriosa e insultos horríveis foram lançados em Jesus. O ridículo é sempre algo difícil de suportar. Entretanto, quando estamos em intensa aflição, o ridículo é tão insensível e cruel, que fere o mais profundo de nosso ser. Imagine o Salvador crucificado, sofrendo uma agonia muito superior ao que algum mortal poderia imaginar; depois, visualize aquela multidão heterogênea, todos meneando a cabeça ou propelindo os lábios em amargo desprezo daquela vítima sofredora! Com certeza, deveria haver no Crucificado muito mais do que aquelas pessoas imaginavam; pois, se assim não fora, aquela grande e variegada multidão não O teria honrado com tal menosprezo. Não foi realmente perversa a confissão daquela multidão que, no exato momento de seu maior triunfo aparente, apesar de tudo, não pôde fazer nada mais do que zombar da vitoriosa bondade que reinava na cruz? 
     Ó Jesus, rejeitado e desprezado pelos homens (ver Isaías 53.3), como podias morrer por homens que Te trataram de modo tão cruel? Tu tens maravilhoso e divino amor além de qualquer medida. Assim como eles, havemos Te desprezado, nos dias de nossa obstinação; e, mesmo depois do novo nascimento, temos dado ao mundo um lugar elevado em nosso coração. Apesar disso, Tu foste crucificado para curar nossas feridas e morreste para nos dar vida. 
     Oh, se pudéssemos Te colocar num alto e glorioso trono dentro do coração de todos os homens! Espalharíamos os teus louvores pela terra e mar até que universalmente, os homens te adorassem, como uma vez, unanimemente Te rejeitaram. (Charles H. Spurgeon)

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Construindo a Vida com Cristo - 07/04/2019

     Sermão do Pr. Edson Rosendo, proferido do púlpito da Igreja Batista da Graça em Caruru-PE, no domingo, Dia do Senhor, 07/04/2019; baseado em Colossenses 2:6-7.


Esboço:
     Como crentes, como devemos construir o nosso edifício?
          1) Construindo a sua fundação em Cristo (v.7a);
          2) Construindo a sua elevação em Cristo (v.7b);
          3) Construindo o seu acabamento em Cristo (v.7c);
          4) Construindo o seu telhado em Cristo (v.7d)
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Ó homens, até quando tornareis a minha glória 
em vexame…? (Salmos 4.2)
     Que honras o povo de Israel, em cegueira, tributou ao seu Rei tão esperado?
     1) Eles Lhe ofereceram uma procissão de honra, da qual tomaram parte oficiais romanos, sacerdotes judeus, homens e mulheres, enquanto Ele mesmo carregava a sua cruz. Este é o triunfo que o mundo oferece Àquele que veio para vencer os inimigos imediatos do homem. Gritos de menosprezo foram as únicas aclamações que Ele recebeu; e escárnios agressivos foram os seus únicos louvores. 
     2) Eles O presentearam com o vinho de honra. Em vez de Lhe darem o cálice de ouro do vinho generoso, Lhe ofereceram o entorpecente gole mortal de um criminoso, mas Ele o recusou porque preservaria ileso o paladar por meio do qual provaria a morte. Após o Senhor Jesus haver clamado: “Tenho sede” (João 19.28), eles Lhe deram vinagre misturado com fel em uma esponja, que, fixada em um caniço de hissopo, fizeram chegar-Lhe à boca. Oh! Que detestável hospitalidade manifestada para com o Filho do Rei. 
     3) Eles Lhe deram uma guarda de honra, que demonstrou sua estima por Ele lançando sortes sobre as suas vestes, das quais se havia apoderado como sua recompensa. Tais eram os guarda-costas do adorado do céu – um quarteto de jogadores brutais. 
     4) Um trono de honra foi encontrado para Ele na cruz sangrenta. Na verdade, a cruz era a completa expressão dos sentimentos do mundo para com o Senhor Jesus. Eles pareciam dizer: “Filho de Deus, esta é a maneira segundo a qual o próprio Deus deveria ser tratado, se pudéssemos tocá-Lo”.
     5) O título de honra era apenas nominal – “Rei dos Judeus”. No entanto, a nação judia, em cegueira, repudiou francamente aquele título e chamou o Senhor Jesus de “Rei dos Ladrões”, preferindo a Barrabás e colocando-o no lugar de maior vergonha, entre dois ladrões. Deste modo, a glória do Senhor Jesus foi transformada em vergonha pelos filhos dos homens, mas esta glória ainda alegrará os olhos dos santos e dos anjos, para sempre. 
(Charles H. Spurgeon)

quarta-feira, 27 de março de 2019

Por que devemos seguir o modelo de casamento proposto por Deus? - 24/03/2019

     Sermão proferido pelo Pr. Edson Rosendo, no domingo Dia do Senhor 24/03/2019, baseado em Gênesis 2:24.


Divisão:
     1) Porque é o tipo de casamento que Deus abençoa;
     2) Porque Deus castiga os casamentos que não seguem o seu padrão

quinta-feira, 21 de março de 2019

Por que se esforçar para conhecer o mistério de Deus - Cristo? 17/03/2019

     Sermão do Pr. Edson Rosendo, proferido do púlpito da Igreja Batista da Graça em Caruaru, no domingo, Dia do Senhor, 17/03/2019, baseado em Colossenses 2:1-5.


Esboço da pregação:

     Quatro razões pelas quais devemos fazer uso do nosso máximo esforço para conhecer a Cristo

          1) Porque estaremos honrando os que lutam por nós, v.1;
          2) Porque ficamos capacitados a amar, v.2a;
          3) Porque enriquecemos, v.2b-3;
          4) Porque nos tornamos sábios na vida prática, v.4-5.
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Reflexão:
Recomendando-nos … que nos lembrássemos dos pobres. (Gálatas 2.10)
     Por que Deus permite que muitos de seus filhos sejam pobres? Se Ele desejasse, poderia fazer com que todos eles se tornassem ricos. Poderia deixar sacolas de ouro à porta da casa deles e prover-lhes uma enorme renda anual. Poderia espalhar ao redor da casa deles abundância de provisões, assim como Ele fez as codornas caírem no arraial de Israel e chover pão do céu, para alimentar os israelitas. Não há necessidade de serem pobres os filhos de Deus, exceto se Ele vir que isto é o melhor. “Pois são meus todos os animais do bosque” (Salmos 50.10). 
     Deus poderia suprir seus filhos. Poderia fazer com que os mais ricos e os mais poderosos trouxessem todo o seu poder e riqueza e os depositassem aos pés dos filhos dele, visto que o coração de todos os homens está nas mãos dele. No entanto, Ele resolveu não agir deste modo. Por quê? Existem muitas razões. Uma delas é esta: Deus quer dar a nós, que somos bastante favorecidos, oportunidade de mostrar nosso amor por Jesus. Mostramos nosso amor por Ele, quando cantamos a seu respeito e Lhe dirigimos nossas orações. Todavia, se não houvesse pessoas necessitadas no mundo, perderíamos o agradável privilégio de evidenciar nosso amor por meio de ministrarmos, ofertando aos irmãos mais pobres. Ele determinou que, deste modo, provemos não se fundamentar nosso amor apenas em palavras, mas em verdade e em atitudes. Se amamos verdadeiramente a Cristo, nos preocuparemos com aqueles que são amados por Ele. Não devemos considerar um dever, e sim um privilégio o proporcionarmos alívio aos pobres do rebanho do Senhor, relembrando as palavras dele mesmo: “Sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes” (Mateus 25.40). 
     Certamente, esta promessa é doce o suficiente e, esta causa, forte o suficiente para induzir-nos a ajudar outros com mão disposta e coração amoroso – lembrando que tudo que fazemos pelo povo dele, é graciosamente aceito por Cristo como se feito para Ele mesmo. (Charles H. Spurgeon)